sexta-feira, 16 de março de 2012

Filhotes do carnaval 2012 para adoção

Não é sem tristeza que venho anunciar estes pequenos gatinhos para doação.

Nasceram dia 15 de fevereiro, filhos de uma gata de uma pessoa que pratica posse IRRESPONSÁVEL e deixa sua gata sem castrar perambulando por aí, e ainda disse que ia jogar a gata fora com filhotes e tudo!

Estou negociando com a enteada desta senhora que com todo respeito, ao meu ver é uma ignorante (para não colocar outros adjetivos), para doar os filhotes, mediante castração da mãe, por que senão a "fábrica" não fechará nunca e adivinhem pra quem sobra? Para os protetores...

 
No começo de abril já podem ser doados, cada um com castração agendada ao completar 6 meses de vida.
Fêmea branca de olhos azuis
Fêmea tigrada e brance de olhos verdes
Macho frajolinha de olhos verdes


Mãe e filha: Notem a expressão da mãe

Embora eu já tenha falado sobre a posse responsável para a enteada (e acredito que ela repassou as informações pra dona da gata), duvido muito que ela vá criar a gata adequadamente. Se alguém ainda tinha dúvidas do benefício da P. R., este caso encerra o assunto.A fisionomia da gata fala por si.

Os filhotes também tem um ar triste! Nem um paninho colocaram para eles deitarem... É inacreditável como as pessoas adotam animais e ignoram os cuidados básicos... Ao menos a castração eu vou insistir para que ela faça.

É isso, espero que os bebês possam ser adotados e se livrem do destino triste da mãe. Quem tiver interesse, basta me contatar.

***

quinta-feira, 15 de março de 2012

Adotar um gato adulto?

Muitas pessoas hesitam na hora que um protetor felino oferece um gato adulto para adoção:

"Ele já deve ter suas manias!"

Nós, seres humanos, podemos ter mil defeitos, mas os gatos precisam ser perfeitos o tempo todo, não é? Todo animal terá seus poréns e isso vai acontecer seja ele filhote ou adulto. Filhotes ainda por cima costumam chorar bastante de noite (principalmente se estiverem sozinhos) e haja paciência pra dormir com o chorinho (qualquer semelhança com um bebê humano não é mera coincidência).

O filhote só revelará sua personalidade real quando for adulto. Como pode a sua gatinha filhotinha que era super agitada e só dava mordidinhas nos brinquedos, ao virar adulta, morder também os donos em casa? Já testemunhei esse filme... Costumo dizer que os filhotes são verdadeiras caixas de surpresa e os adultos são caixas "abertas", da qual já podemos ter certeza do que esperar.


"Como vou deixar dentro de casa um gato que a vida inteira andou na rua?"

Como? Telando suas janelas, não há outra maneira. E não, eles não ficarão deprimidos com isso, conheço muitas histórias de gatos resgatados que se adaptaram perfeitamente à vida indoor. Sair para rua é um hábito, não uma necessidade. Ele pode ficar um tempo miando, esperando que você ceda e quando tiver certeza que você não vai ceder a chantagem, ele procurará se divertir no ambiente da sua casa.


"Acho que o gato que tenho em casa vai receber melhor um filhote do que outro adulto!"

Isso é imprevisível. Aqui em casa, já tinha dois adultos quando trouxemos a gata da minha irmã, uma filhotinha doente. Um dos gatos recebeu bem a pequena, mas o outro a hostilizou e só veio a aceitá-la muito tempo depois.


"Ah, eu quero ver ele crescendo e ir educando ele aos poucos."

O gato adulto já foi filhote um dia, cresceu e muitas vezes não sabemos como isso aconteceu. Ele não tem culpa de ter crescido. Não é um pouco de egoísmo da nossa parte rejeitá-lo por isso? Muitas vezes alguém que "queria ver um filhote crescendo", viu o filhote crescer e quando "perdeu a graça", descartou na rua, como um saco de lixo. Isso acontece muito com fêmeas, que aparecem grávidas (como se elas pudessem escolher não engravidar). Descartam a fêmea e a ninhada, resolvendo o "problema", como a Trica, gata extremamante carinhosa abandonada na colônia com uma ninhada inteira. Por sorte, conseguimos adoção para todos.

Trica, se recuperando da castração

Engana-se quem pensa que pode "adestrar" um gato. Gato não é cachorro; você pode até tentar fazer com que ele não suba em cima da mesa assustando-o, mas quando você não estiver em casa, lá estará ele esparramado! E, mais uma vez, isso independe de idade! O gato que peguei filhote arranha o sofá até hoje, embora eu tenha repreendido inúmeras vezes. E há gatos adultos que nem se interessam por sofás e adoram arranhadores.


Por que não dar uma chance e mudar a vida de um gato que não tinha perspectiva nenhuma?

Gatos adultos já tem personalidade definida e isso é a grande vantagem deles, embora as pessoas não entendam isso. E ao contrário do que muitos pensam, eles podem SIM se adaptar a uma nova família. A adoção de um gato adulto é uma grande solidariedade. E caso a pessoa não tenha se adaptado com o gato, pode devolver à colônia sem problemas e tenho certeza que os protetores em geral estejam preparados para lidar com uma devolução. Geralmente eles já vem castrados (menos um trabalho para o adotante) e algumas vezes, até vacinados.

Levando em conta que os gatos podem viver até 20 anos dentro de casa, se você adotar um adulto de dois anos, ainda terá muito tempo pela frente com seu bichano. E ele lhe será eternamente grato por isso.

"Eu gostei muito de adotar a Iman. Você consegue ver a gratidão dela nos olhos." - Luiz, um amigo que adotou uma gatinha adulta recolhida da rua.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Filhotões em situação de risco precisam de um lar! Adote!

Estes gatos estão em uma situação de risco que só quem tem experiência em cuidar de gatos sabe! São gatos "de vila", onde há crianças que adoram maltratá-los, ameaças de envenenamento, acesso à rua e carros... A mãe deles eu já castrei, mas os meninos dela ficaram e precisam de um lar. A situação é muito delicada, tenho uma amiga que tentar dar lar temporário para eles, mas ela morre de alergia, coitada... Estou divulgando eles para adoção com posse responsável, obviamente.


Branquinho
Branquinho
Data de nscimento aproximada: 1 de novembro de 2011.
Comportamento: dócil, socializa bem com outros gatos, é mais silencioso e adora colo e carinho.
Histórico: Nascido de uma ninhada de quatro irmãos em Cordovil, dois
dos seus irmãos foram comidos por um gato macho e apenas eles
conseguiram ser resgatados a tempo. Sua mãe, uma "gata de vila" foi
castrada por mim e devolvida ao local, onde agora é alimentada e cuidada
por uma zeladora. Não foi castrado ainda, mas será doado castrado ou ao completar 6 meses.
“Sou um gatinho muito dengoso e chique, porque sou cor de champanhe e tenho olhos azuis claros! Tenho quase cinco meses e muitos outros pela frente pra te trazer muitas alegrias. Quero alguém que cuide bem de mim e me dê bastante carinho e atenção, porque não gosto muito de ficar sozinho, sabe? Ah, tenho umas maniazinhas também, como esticar minhas patinhas quando ganho carinho, mas você não vai ligar pra isso, né? Ronrono e me esfrego nos seres humanos, me leva para casa?”
Pretinho
Pretinho
Data de nscimento aproximada: 1 de novembro de 2011.
Comportamento: dócil, socializa bem com outros gatos, gosta de miar e é mais independente.
Histórico: Idem ao do branquinho. Não foi castrado ainda, mas será doado castrado ou ao completar 6 meses.
""Sei que não sou mais um bebê, tenho quase 5 meses, mas sou um gato esperto e ágil, gosto de conversar, gosto de carinho e contato com humanos, mas fico pouco tempo no colo, sou mais independente, sabe? Meu pelo é totalmente negro e lustroso, pareço uma panterinha! Todos dizem que sou o mais belo dos gatos aqui, com minha cor lustrosa e olhos de âmbar! Que tal a gente se conhecer? Acho que vc não vai se arrepender!"


Malhado

Malhado
Data de nscimento aproximada: 1 de agosto de 2011.
Comportamento: dócil, socializa bem com outros gatos, é
mais silencioso e adora colo e carinho. Não foi castrado ainda, mas será
doado castrado.
“Tenho cerca de oito meses, mas acho que ainda sou bebê porque gosto de ficar no colo que nem um neném... Sou vaidoso, uso cajal nos olhos (dá pra ver na foto, né?). Sou meio assustado principalmente com estranhos, mas se você me conquistar vou ser seu amigo pra sempre. Sou muito tranquilão, sou perfeito para se ter em casa! Ah, e não esqueça, só quero ir pra onde tenha muito carinho e colinho!”

 Importante: caso você não se adapte ao gato, poderá devolvê-lo sem problemas, embora estes animais sejam bem sociáveis e dificilmente as coisas dariam errado! :)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Filhotes para adoção - abandonos de dezembro de 2011


Um dos pilares da Posse Responsável é a castração. Mas muita gente ainda prefere deixar seus gatos procriarem e depois abandonarem os filhotes para morrer. É o caso de todos estes gatinhos que estão no abrigo neste momento, em pleno início de dezembro. Será que eles conseguirão uma adoção até o natal? Vamos promover a divulgação destas fofurinhas?


Tigresa
Tigrinho
 
Na noite do resgate...
 
 
Data de nascimento aproximada: 15 de outubro de 2011.

Data de resgate: 6 de dezembro de 2011.

Comportamento: dóceis, socializam bem com outros gatos e brincam bastante entre si.

Histórico: Resgatados por minha irmã durante à noite na Pavuna, quando voltava do trabalho. Estavam numa caçamba de lixo, destas que a Comlurb pega o sacos para jogar no caminhão!

***

Wandinha Addams
 
Wandinha é uma gata linda, de pelo cinza com a barriguinha branca. Por que este nome? Ela não é muito de ficar brincando não, é uma gata mais séria...
Data de nascimento aproximada: 1 de outubro de 2011.

Data de resgate: 4 de dezembro de 2011.

Comportamento:  Ainda está assustada com seres humanos, mas se dá bem com outros gatos.

Histórico: Foi abandonada perto do abrigo junto com mais dois irmãos que ainda não conseguimos capturar.
 
***
Lili
Giulia

São meninas tricolores, irmãs companheiras! Lili é mais faladeira, gosta de miar e se comunicar. Giulia é mais quietinha. Umas graças!
 
Data de nascimento aproximada: 9 de setembro de 2011. 
 
Data de resgate: Início de dezembro de 2011.

Comportamento:  Carinhosas, brincalhonas (vide Giulia brincando com o cordão da câmera), socializam bem com humanos e animais.

Histórico: Resgatadas em dezembro por uma protetora do grupo.
 
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Surpresinha  
Curiosa!

 Uma rara fêmea totalmente amarela! Como podem ter abandonado uma gatinha tão linda? Susu espera por um lar neste natal!

Data de nascimento aproximada: 9 de setembro de 2011. 
 
Data de resgate: Início de dezembro de 2011.

Comportamento:  Muito elétrica, carinhosa e espoleta! Socializa bem com humanos e gatos.

Histórico: A confirmar.


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Espero ainda ver finais felizes para todos estes filhotes. Longe da rua, criados com muito amor e carinho.

Compartilhem nas redes sociais, os gatinhos agradecem a cada simples clique!










segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Gata Mourisca para adoção

Gata abandonada no meu trabalho com rinotraqueíte. Foi resgatada e estou medicando, em breve ela estará 100%. 

Apelido: Mourisca.

Data de nascimento aproximada: 5 de outubro de 2011.

Data de resgate: 22 de novembro de 2011.

Comportamento: dócil, socializa bem com outros gatos, adora colo (está no meu neste momento), ronrona bastante e faz massagem com as patinhas.

Mourisca no dia que chegou aqui em casa: magrinha e doente.  

 A Mourisca foi a primeira gata que estou dando lar temporário. É uma experiência e tanto! E é muito gratificante ver um bichinho que provavelmente morreria se não fosse pelo seu cuidado ganhar saúde e esperança novamente.

Foto recente, já com vida nos olhos e massageando o ar!

 Esta é uma pelagem muito rejeitada. Primeiro por ser exclusiva de fêmeas, segundo por ser escura (sim, o racismo existe até na hora de escolher gatos!). Mourisca foi injustiçada na loteria genética, nasceu assim mas jamais eu viraria as costas para ela.

Mourisca exibe seus belos olhos cor de âmbar e a curiosa linha vertical dourada em sua testa




Morisca espera por um lar responsável, onde possa viver durante anos com muito amor e carinho!
















sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mia : gata tratada como princesa!

Ao perguntar em uma comunidade de gatos no orkut se as pessoas tinham gatos felizes em casa sem acesso à rua, Patrícia falou sobre a sua gata Mia: 




"Que nada, ela é muito infeliz..
Ela super preferia estar apanhando nas ruas, contraindo doenças, sendo envenenada e maltratada, extourando o corpo com filhotes que serão separados dela e abandonados.

ok.... ironia mode off... a Mia tem PAVOR de rua... PAVOR MESMO de arregalar os olhos, acelerar o coração, arranhar quem tiver na frente pra entrar em casa, gatos são MUITO mais felizes com a posse responsavel... sem comparação".

***

A brincadeira faz sentido... Se seu gato pudesse escolher, o que acha que preferiria? Mas é você, ser humano, que raciocina e deve optar pela felicidade e segurança de seus animais. Como fez a Patrícia com sua gatinha Mia, que viverá longos e longos anos em sua companhia!



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sobre gatos (texto de Vanessa Lampert)

Este é o texto com os melhores argumentos que já li sobre a Posse Responsável. Deve ser disseminado ao máximo! Imprima e deixe com aquela sua tia, vizinha, amigo, conhecido, etc., que deixa os gatos darem "voltinhas" na rua.

Alguns esclarecimentos a quem insiste em dizer que quer fazer o melhor por seus gatos:

Pandora : vivendo feliz em sua casa telada (gatinha de Clarissa Bones)
Por que insistir em conscientizar os proprietários de gatos sobre a importância de mantê-los sem acesso à rua em vez de brigar com os malvados que atropelam, envenenam, torturam… a culpa dessas atrocidades não é de quem as comete? Simples, pois é muito mais fácil e eficiente fazer com que quem REALMENTE GOSTA de gatos se conscientize sobre a importância de castrá-los e não dar acesso à rua do que fazer com que psicopatas deixem de ser psicopatas.
Se com leis rígidas contra o assassinato de seres humanos ainda tem um monte de gente matando por aí, imagina em relação aos gatos, animais de que a maioria das pessoas não gosta e tem preconceito e a quem não há lei eficiente que proteja?
Não, gatos que vivem dentro de casa não estão sofrendo e infelizes. E não, gatos que têm acesso à rua não estão livres e felizes. Como eu sei disso? Porque meu conceito de felicidade e infelicidade felina não está apoiado em meus valores humanos (isso seria um contra senso, não? “Eu sou feliz transando, logo, meu gato é feliz transando também”), mas em como os gatos demonstram felicidade ou infelicidade.
Porém, algumas coisas são universais: nenhum ser espancado é feliz. Nenhum ser envenenado é feliz. Nenhum ser torturado é feliz. Nenhum ser com ferimentos infeccionados é feliz. É só ter noção de causa e conseqüência. Um gato não castrado vai fazer pelo menos quatro gatinhos abandonados em cada gata que encontrar pelo caminho, em suas “andanças”. O que acontecerá com esses gatinhos? O que acontece com filhote de gato na rua? Os poucos que sobreviverem farão mais gatos abandonados, e a responsabilidade é do gato que originou tudo isso ou do dono que não o castrou? E a gata na sua casa que tem uma cria que você distribui entre os amigos?
E os filhotes desses filhotes? O que seus amigos farão com eles? E os que fizerem filhotes pelas ruas? Isso não é responsabilidade nossa?

A realidade sobre a castração
Gatos são animais com uma grande profusão hormonal. Bem maior do que a nossa, aliás. Hormônios sexuais que os obrigam a reproduzir a espécie, para que não desapareça. Porém, há uma superpopulação de gatos sofrendo nas ruas e se reproduzindo descontroladamente (todo mundo sabe disso, não é?) logo, não há necessidade de mais reprodução da espécie.
Mas eles não gostam de “transar”? A atividade sexual dos gatos é regulada única e exclusivamente pela atividade hormonal, não tem o apelo emocional que tem nos humanos, por exemplo, nem é sequer prazeroso. Mas como a gente sabe disso? O pênis do gato possui pequenos espinhos, que servem para sangrar a vagina da fêmea, pois o espermatozóide do gato só sobrevive em meio sanguíneo. A dor e o sangramento estimulam a ovulação na fêmea.
O gato tem primeiro que brigar com outros gatos pela fêmea. Após muita briga, gritaria, arranhões, machucados e mordidas, ele vai até a fêmea que o aceita por causa do cio, induzido pelos hormônios. Ele morde a fêmea pela nuca, para imobilizá-la e introduz o pênis espinhoso. Ela grita de dor, não de prazer. E ele a segura para que ela não se mova, e possa, assim, perpetuar a espécie. Quando a solta, ele ainda apanha dela.
Todo esse estresse é dirigido pelos hormônios que não têm a menor consciência de que a espécie sofre com a superpopulação. O gato chega em casa (quando tem casa) todo machucado das brigas e possivelmente não está nada feliz com essa situação, mas não pode evitar.

Quanto aos riscos…eles são animais, têm instintos, não se defendem sozinhos?
Doenças muito comuns em gatos, para as quais não há tratamento eficaz, nem vacina, como Peritonite Infecciosa Felina (PIF), Aids Felina (FIV) e Leucemia Felina (FELV) são transmitidas nas brigas, através de mordidas e do contato sexual. São muito contagiosas entre os gatos, embora não passem para os seres humanos. Como gatos não castrados – ou mesmo castrados – sem acesso à rua poderiam se defender de brigas de gatos infectados?
Além disso, gatos na rua estão sujeitos a atropelamentos (eles não sabem atravessar a rua, não entendem nossas regras de trânsito), envenenamentos, ataques de cachorros (aí sim, até podem correr para se defender, mas o último que eu soube que fez isso escapou de três cachorros que o perseguiam e na fuga colidiu violentamente com um carro que passava na rua e quebrou o pescoço. O motorista nem teve tempo de desviar) e espancamentos por pessoas ruins (de criaturas tão maiores, maldosas e mais fortes não há como se defender).
A castração e a criação indoor evitam que a vida do gato seja abreviada por motivos tão estúpidos. O que pode ser evitado não deve ser considerado acidente, nem visto com naturalidade quando acontece. Se o gato está sob sua responsabilidade, é seu dever protegê-lo do mundo criado pela nossa espécie e para a nossa espécie, tão hostil aos animais domésticos que não têm culpa de terem sido tirados de seu habitat há milhares de anos, perdido grande parte de seus instintos sem a menor possibilidade de desenvolver ferramentas para se proteger em meio aos humanos.

Com tanta castração, gatos não serão extintos?
Gato castrado não se despersonaliza, ele só deixa de ser guiado exclusivamente pelos hormônios. Assim, ele pode viver tranqüilamente sua vida de gato, sem a neurose da perpetuação da espécie a qualquer custo (já que a espécie está mais do que perpetuada).
Mas se todo mundo castrar, eles não serão extintos? Quem se faz essa pergunta não parou para pensar ou nunca procurou sair às ruas à procura de gatos abandonados para alimentar. Eles saem bem tarde da noite, e voltam a se esconder assim que amanhece. Para começar, existem gatos em todos os lugares, se reproduzindo descontroladamente. Alguns nunca sequer serão pegos, pois são extremamente ariscos e morrerão doentes ou sob as rodas de algum carro, não sem antes se reproduzir muito.
Existem gatos nos bairros mais pobres, nas favelas mais distantes, onde as pessoas nem sequer ouviram falar de controle de natalidade e as próprias mulheres têm dezenas de filhos, que acabam não tendo condições de estudo, nem de um futuro. Essas pessoas criam gatos soltos e que se reproduzem descontroladamente, pois essa é sua própria realidade, vai demorar um bocado para que tenham acesso a informação e castração.
Existem pessoas ignorantes – e elas sempre existirão – cujos gatos continuarão a morrer atropelados, doentes, envenenados, assassinados e sem castrar, se reproduzindo descontroladamente.
Existe uma superpopulação absurda de gatos abandonados, que só cresce, cresce e cresce. A possibilidade de extinção diante dessa realidade, parece piada. E é.

E a liberdade? Gatos não são animais livres?
Mais um conceito que enxergamos baseados em nossos valores. O homem gostaria de viver solto, fazendo o que quisesse, andando de lá para cá sem medo e sem noção, transando com todo mundo sem responsabilidade, fazendo filhos que não precisaria assumir, apenas para provar virilidade. As mulheres gostariam de ter milhares e milhares de filhos para provar a maternidade, sem precisar criá-los ou se preocupar com seu futuro, ser desejadas por dezenas de machos, que se matariam por causa delas. É uma visão, de certa forma, romântica, e bem longe da realidade.
A liberdade dos gatos na rua, da forma como imaginamos, não existe. Já falei da relação sexual, que não é nada bonita, nem prazerosa, e nunca poderia ser chamada de “namoro”.
A estrutura social dos gatos urbanos é um tanto quanto agressiva. Existe um macho dominante (macho alfa) que, aliás, dificilmente vai ser o seu gato domiciliado (antes que algum homem ache legal a idéia do seu gato ser o macho dominante do pedaço). Eles têm uma sociedade dividida em classes (siiim!!), cada um tem seu território e briga por ele.
Existem caminhos que pertencem apenas ao dono do território (e ninguém pode passar ali), outros caminhos são comunitários e também existem regras de tráfego bem definidas. Se um desavisado cortar o caminho do dono do território, pode até ser expulso, sem conseguir voltar.
Gatos que brigam na rua, guiados por hormônios, podem até se matar em uma disputa violenta, cegar ou machucar profundamente. É um mundo violento, com regras estruturadas.
Mas se é tão ruim, por que eles saem? Seus gatos não vão ficar pensando “Ah, lá fora o fulaninho pode me bater, o cachorro já correu atrás de mim, então acho que eu não vou sair”. Eles são curiosos e não têm noção. Embora até consigam se virar bem dentro da estrutura que eles próprios criaram, não conseguem lidar direito com a estrutura dos humanos: carros, motos, gente ruim, veneno, etc. Ao primeiro sinal de perigo, correrão para o lugar em que eles realmente são livres: suas casas (seu território). O gato que citei, que estava fugindo dos três cachorros, foi atropelado enquanto corria, desesperado e atento apenas aos predadores, em direção à casa onde morava com seu “dono”. Estava querendo voltar para a segurança de seu território, onde sabia que ninguém o machucaria.

Dentro de casa
Gatos só são mesmo livres dentro de casa, pois ali é o território deles, onde eles se sentem seguros. Mas são curiosos e sempre irão querer passar pelas portas ou janelas que estiverem abertas para eles. Feche a porta de um cômodo qualquer da sua casa e imediatamente aquele será o lugar mais legal do mundo, no qual seu gato irá querer entrar a qualquer custo, até esquecer da idéia.
Gatos que vivem dentro de casa, com as janelas teladas não ficam miando desesperadamente para sair, sinto desiludir quem se apoiava nesse argumento. Mesmo o que eu adotei adulto e morava na rua, miou por apenas uma semana, pois tinha o hábito de sair (e hábito não é necessidade). Quando viu que eu não cederia, resolveu explorar o ambiente interno e começou a brincar, a se adaptar à nova casa.
Hoje ninguém tenta sair, ninguém fica miando desesperadamente, mas também não tenho sequer um gato apático em casa. Agora mesmo, acabaram de brincar de lutinha, o Tiggy está caçando seu ratinho de brinquedo e o Gatão perseguindo uma bolinha. A Ricota está bebendo água. Eles são bem livres dentro de casa, escolhem seus lugares preferidos, seus brinquedos preferidos, brincam bastante, comem bem e depois dormem junto da gente (ou no sofá da sala, quando está muito calor).
Assistem à janela como assistimos à TV, curiosos com a movimentação de vizinhos, cachorros e pássaros. Eles são pequenos, até mesmo um apartamento de um quarto, como aquele em que eu morava no Rio, é um mundo para eles, pois ao contrário dos cachorros, eles sobem nos móveis, entram embaixo das coisas, o espaço não é apenas horizontal, tem várias possibilidades.
Meus gatos não são exceção, todo mundo que tem gato castrado sem acesso à rua sabe que eles vivem muito melhor do que os que tivemos em casa pelo método “antigo”. Quero ver alguém me dizer, por exemplo, que os gatos da Renata são infelizes porque não saem na rua:
E isso não é egoísmo. Garanto que seria muuuito mais cômodo ter meu gatinho para brincar e apertar, mas não ter o trabalho de levar ao veterinário, me responsabilizar por ele o tempo todo e ainda ter a tranqüilidade de dizer que ele “sumiu” ou que foi morto e culpar o vizinho, depois arrumar outro gato, sem peso algum na consciência.
O cara que odeia animais e envenena o gato que aparece sempre em sua casa está certo? Não. Alguma coisa justifica o que ele fez? Não. Mas ele não é obrigado a aceitar um bicho que ele não gosta em seu quintal. Não é mesmo. Isso não o faz menos assassino, não o faz menos monstro, não o faz menos malvado, nem menos psicopata, nem menos imbecil, covarde, fraco e babaca. Isso não faz com que ele esteja certo ao maltratar, mas mostra que ele não é o único responsável por esse acontecimento, pois ele não foi na casa da menina para matar a gata dela, ele teve seu espaço invadido por uma criatura que ele não sabe respeitar.
É exatamente a mesma coisa de dizer que um pai é co-responsável pela morte de sua filha de dois anos, que ele deixou sair às onze da noite até a casa de um vizinho que já era suspeito de assassinar crianças, inclusive o irmão mais velho da menina. Não dá para dizer “é a vida”, nós temos responsabilidades e devemos assumí-las.
Uma criança não conhece a estrutura da nossa sociedade e os perigos da rua, é pequena, sem maldade e fraca demais para conseguir se defender de adultos, maldades e acidentes. Um gato adulto tem como se defender em sua sociedade felina, mas essa sociedade é estruturada dentro da nossa sociedade e das nossas ruas, para as quais ele também é pequeno, fraco e sem maldade, incapaz de se defender sozinho e supor os perigos que não são naturais, foram criados pelo homem.
Meu gato é louco para entrar dentro do forno. Se eu abro a porta, tenho que cuidar para que ele não se jogue lá dentro. Mas ele não tem instintos que deveriam protegê-lo dessa vontade? Pois é, avise isso para ele. Não é porque ele tem curiosidade de entrar no forno que eu vou achar que ele precisa entrar lá, que ele gosta e vai sofrer se eu não deixar. Se eu deixar e um dia ele entrar no forno ligado e se queimar, não posso dizer que foi culpa dele ou que “pelo menos ele morreu feliz, fazendo o que queria”. Seria um tanto quanto irresponsável de minha parte, não?
Dizer que eles são livres nas ruas, que essa é a “natureza” do gato e que eles têm que “namorar” e são infelizes dentro de casa é argumento de quem não tinha até agora informação suficiente sobre a realidade da sociedade deles, da natureza deles e da vida de gatos castrados e sem acesso à rua.
Gostaria que ninguém comentasse absolutamente nada antes de ler (e ter certeza de que entendeu, nem que precise ler mais de uma vez) tudo o que escrevi. Sei que é muita coisa, mas também sei que ninguém está interessado a exercitar preguiça mental e que todos têm interesse em informações, não apenas em manter suas opiniões arraigadas e “ganhar a discussão”. Eu não quero ganhar nada, meu interesse é ver menos gatos nas ruas, e esse é o único caminho.

Assunto sem fim
Já escrevi um ensaio sobre isso. Quem quiser ler, por favor, fique à vontade:
Nesse artigo também estão listadas as fontes que usei para pesquisa e também para saber o que eu repeti neste post que acabo de escrever aqui.

PS: Resolvi escrever esse texto porque cansei de repetir sempre as mesmas coisas e ouvir sempre os mesmos argumentos que já foram mais do que refutados pela prática. É consenso entre as entidades sérias de proteção animal de que a castração e criação indoor (sem acesso à rua) é a melhor forma de cuidar de gatos e ao mesmo tempo proteger a espécie. Acredito que quem gosta de gato não gosta apenas do seu gato, mas de todos, e se preocupa com a espécie inteira.
Idéias pré-concebidas e mais do que ultrapassadas, mitos como o que prega que a castração deixa o animal letárgico, que a castração deixa o animal infeliz, que gato precisa “dar voltinhas”, que gato se apega à casa e não ao dono, que mulher grávida pode pegar toxoplasmose acariciando qualquer gato (argh, por favor, se você não tem o hábito de comer fezes de gato infectado pelo toxoplasma expostas no ambiente por 48 horas, ou comer a carne crua de gatos infectados pelo toxoplasma – e poucos gatos são infectados – não se preocupe com uma possível transmissão de toxoplasmose pelos gatos. Muito mais importante é cuidar da higiene dos vegetais que você consome e do cozimento da carne que você costuma comer. Toxoplasmose se pega por via oral, dessas maneiras), que gato é traiçoeiro, etc. etc. etc. são coisas que só prejudicam aos pobres animais, que nada têm com a ignorância humana. E além de prejudicar os gatos, me deixam muito, mas muito revoltada e chateada por ver o quanto minha espécie ainda está atrasada.
E de uma vez por todas: é muito fácil não dar acesso à rua a um gato castrado (e de preferência, castre as fêmeas antes do primeiro cio, com quatro ou no máximo cinco meses. Não, não há risco maior que os benefícios nesse caso. E os machos, com cinco ou seis meses. Embora possa ser feita a castração precoce, mas aí o procedimento é diferente), basta instalar redes de proteção em todas as janelas (inclusive nos vitrôs).
A quem mora em apartamento, redes de proteção são obrigatórias, mas se você mora em casa e quer que seus gatos tenham acesso ao quintal, pode telar os muros e o portão, de maneira a não deixar nenhum lugar pelo qual ele possa escapar. Algumas idéias de tela nesse site:
Esse post é muito bacana e cheio de fotos de gatinhos fofos e ideias para telar tudo, até árvore!

PS2: Eu estou gripada e quando não estou me sentindo fisicamente bem, minha paciência fica um pouco mais prejudicada do que o normal, então resolvi publicar aqui esse post, para facilitar a divulgação dessas informações. Inclusive da próxima vez em que precisar explicar tudo isso vai ficar muuuuito mais tranquilo: é só colar o link. Coisas que só ter seu próprio blog faz por você. :-) 

Acesse o texto original em: